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A Construção de um Templo

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Um possuidor de muitas terras, conhecedor de muitos povos e suas culturas, sonhador com um mundo de paz, quer que no seu reino se construa um autêntico templo onde Deus seja realmente louvado, vivido, celebrado. Que esse templo seja uma autêntica catedral, onde Deus pontifique e os homens não sejam apenas figuras passivas e estácticas, mas motores que, contagiados com o dinamismo de Deus, por sua vez, transmitam esse dinamismo a todas as pessoas com quem se encontrem.

Seja qual for a sua condição, aí cada homem deverá sentir-se em sua própria casa.

Lançou então um concurso entre os mais hábeis: aquele que descobrisse o melhor material para a construção desse templo ficaria encarregado da sua construção e seria o homem da sua confiança.

Cada candidato teria de apresentar ao Senhor um exemplar do material escolhido, anunciar-lhe as qualidades e a razão da escolha.

Chegado o dia da entrega da proposta de material, apresentaram-se apenas cinco candidatos.

O primeiro candidato, apresentando um bloco de granito, afirmou:

- Senhor, a melhor pedra para a construção do templo de Deus é o granito! É uma pedra que se deixa trabalhar; é uma pedra que reúne em si as virtualidades de muitas outras pedras e, além do mais, é preto e branco, a simbolizar a nossa realidade de homens pecadores (cor preta), mas com a vocação á santidade (cor branca).

O segundo candidato, transportando uma pedra de mármore, disse:

- Senhor o melhor material para a construção dum templo, a casa de Deus, é o mármore,  pois é a pedra mais nobre, mais fina, mais brilhante, e mais conforme  à dignidade de Deus. Quanto à cor, pode ter diversas, simbolizando as diversas virtudes de Deus e também as diversas características dos homens.

O terceiro candidato, exibindo uma forma em cimento armado, justificou a sua escolha do seguinte modo:

- Senhor aqui está um bloco de cimento armado. Com o progresso da técnica e da ciência, hoje, em toda a parte, a construção de grande porte, com diversas exigências e configurações, tem neste material a solução, a estabilidade, a garantia da perpetuidade de Deus.

O quarto candidato, com uma barra de ouro, afirmou:

- Senhor, um templo digno de Deus só pode ser feito de ouro, pois é o metal mais caro, mais precioso, mais digno de louvar a Deus.

Não enferruja, não fica negro, brilha constantemente, esteja sol ou chuva, mostra sempre o seu valor onde quer que se encontre, tal como acontece com o homem que está em sintonia com Deus, que onde quer que se encontre nunca perde a dignidade.

Não trazendo qualquer material, o quinto candidato fez uma grande inclinação ao Senhor e, perante a admiração de todos, confessou:

- Senhor, passei por todos os materiais possíveis de construção, mas nenhum achei capaz de construir um templo digno de Deus. Um templo em que, como nos pediu, Deus pontifique e os homens não sejam figuras estáticas, mas motores, que contagiados pelo dinamismo de Deus, O  transmitam a outros.

Para construir um templo com essas dimensões só é possível fazê-lo com pedras que tenham coração, mas um coração que queira e seja capaz de bater ao ritmo do bater do Coração de Deus.

Abrindo os braços, acrescentou:

- Eis-me aqui, se quereis, eu ofereço-me para pedra desse templo. Onde houver um homem cujo coração bata ao ritmo do Coração de Deus, aí Deus é dignamente louvado e adorado…

Alegre com a proposta do último candidato, o Senhor determinou:

- Encarrega-te da construção desse templo, a começar por ti até atingir todos os homens.

 

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